Pacientes
TRATAMENTO DE TUMORES NEUROENDÓCRINOS (INSULINOMAS e OUTROS) POR RADIOFREQUÊNCIA
A ablação por radiofrequência é um tratamento indicado para pacientes diagnosticados com tumores pancreáticos neuroendócrinos (INSULINOMAS e outros).
O insulinoma é um tipo raro de tumor neuroendócrino do pâncreas que secreta insulina, um hormônio que diminui os níveis de açúcar (glicose) no sangue.
Os sintomas de um insulinoma são causados pela baixa concentração de açúcar (glicose) no sangue (hipoglicemia), que ocorre quando a pessoa não come por várias horas (mais frequentemente de manhã, após o jejum noturno). Os sintomas incluem desmaios, fraqueza, tremores, percepção dos batimentos cardíacos (palpitações), sudorese, nervosismo e fome intensa.
Outros sintomas incluem dor de cabeça, confusão, alterações da visão, instabilidade e alterações significativas no comportamento ou pensamento.
As concentrações baixas de glicose no sangue podem conduzir à perda de consciência, e até mesmo convulsões e coma.
Entre todos os insulinomas, 80% são isolados e podem ser ressecados de maneira curativa se identificados. Somente 10% dos insulinomas são malignos.
O insulinoma ocorre em 1/250.000 indivíduos com média de idade de 50 anos, com exceção da neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (NEM) (cerca de 10% dos insulinomas), que acomete indivíduos ao redor dos 20 anos de idade. Insulinomas associadas com NEM 1 têm probabilidade de serem múltiplos.
Os insulinomas são os tumores neuroendócrinos pancreáticos funcionais (PNETs) mais comuns que levam à hipoglicemia incapacitante. As diretrizes recomendam a ressecção cirúrgica como o pilar do tratamento. No entanto, a cirurgia é repleta de complicações, causando morbidade peri/pós-operatória significativa. Como os insulinomas são geralmente benignos, solitários, pequenos (<2 cm) e não precisam de linfadenectomia, portanto, a esse respeito, a ablação por radiofrequência guiada por ultrassom endoscópico (EUS-RFA) está sendo cada vez mais realizada para contornar esses eventos adversos e o comprometimento da função pancreática.
Opinião de especialista
EUS-RFA está sendo defendida como uma opção “minimamente-invasiva” com o potencial de substituir a cirurgia como uma abordagem de primeira linha para insulinomas benignos, esporádicos, solitários e pequenos (<2 cm). Sob orientação em tempo real, EUS-RFA tem imensa precisão, é seguro, previsível, com perfil de segurança aceitável.