Resumo
Recentemente, a terapia de ablação guiada por ultrassom endoscópico (EUS) foi relatada como uma terapia menos invasiva para pacientes com neoplasias pancreáticas. Algumas técnicas de ablação, incluindo ablação injetiva (usando etanol ou outros agentes ablativos), ablação por radiofrequência (RFA), terapia fotodinâmica e ablação a laser, foram descritas na literatura. Entre elas, a ablação injetiva e a RFA são mais frequentemente usadas para tratar neoplasias pancreáticas. Poucos estudos avaliaram a eficácia da ablação com etanol guiada por EUS (EUS-EA) para neoplasias sólidas potencialmente malignas (neoplasias neuroendócrinas ou neoplasias pseudopapilares sólidas) e relataram uma taxa de resposta completa (CR) de 60-80%. Além disso, a taxa de CR após EUS-RFA para essas lesões foi relatada como sendo de 55-100%, sem eventos adversos (EAs) adicionais relacionados ao procedimento. Em relação à melhora dos sintomas de um insulinoma, as taxas de sucesso de ambas as terapias foram consideradas excelentes. Em relação à ablação completa do tumor, a EUS-RFA pareceu ser superior à EUS-EA. Embora a EUS-RFA tenha sido relatada como um tratamento seguro para cânceres pancreáticos, sua eficácia continua inadequada. Alguns estudos examinaram a eficácia da terapia de ablação por injeção guiada por EUS para neoplasias císticas pancreáticas (PCNs) e relataram taxas de RC que variam de 35% a 79%. A ablação com agente quimioterápico sem álcool parece ser eficaz, com baixo risco de EAs. No entanto, estudos sobre a eficácia da EUS-RFA para PCNs são limitados. No futuro, a terapia de ablação guiada por EUS pode se tornar uma abordagem mais amplamente usada para lesões pancreáticas potencialmente malignas e malignas.
Referência: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36366955/